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Após coronavírus, China deve retomar ritmo agressivo de compras para recompor estoque de proteínas no país

No entanto, vale lembrar que os valores superiores a US$ 7 mil alcançados pela tonelada no final do ano passado serão revistos.

Caio Junqueira – Analista de Mercado da Cross Investimentos

Apesar da queda nos embarques de carne bovina brasileira neste mês de janeiro em direção à China, é possível que, com o eventual controle do surto de coronavírus, o país asiático tenha que recompor seus estoques, e as toneladas e valores pagos voltem a melhorar, conforme explica Caio Junqueira, analista de mercado da Cross Investimentos.

“Provavelmente, mais cedo ou mais tarde a China vai contornar essa situação do coronavírus, e quanto mais tempo o país ficar fechado, vai ter um efeito rebote. Quando a circulação normal voltar, vai haver outra janela de choque de demanda, talvez não tão afoito como em novembro do ano passado, mas sem dúvida vai ser um choque de preço”.

“Só não sabemos quando isso vai acontecer. Enquanto não voltar, o Brasil vai continuar apanhando, por mais que o país continue melhorando e o consumo melhorando internamente”.

Segundo ele, o Brasil não perdeu o parceiro comercial, mas é preciso agir com calma, lembrando que os volumes embarcados e os valores pagos por tonelada em novembro do ano passado eram elevadíssimos devido a um choque de demanda.

“O que aconteceu em novembro, foi que o governo chinês soltou um crédito muito amplo para as indústrias importadoras, e chegou a financiar até US$ 5 mil por tonelada por compra de carne. Foi um movimento orquestrado pelo governo no final de outubro e começo de novembro”, conta.

Como possíveis razões para esta situação, Junqueira aponta a escassez de carne vermelha na China devido ao problema com a Peste Suína Africana, e a possibilidade de, à época, o governo chinês já ter ciência do problema com o coronavírus que estava por vir e faria fechar portos e aeroportos.

“Finalizando o ano de 2019, esse crédito, caiu para US$ 1000 a tonelada, o que sempre foi em média ao longo do ano. Então depois de refazer o estoque de urgência, o governo corta o crédito e o importador chinês perde o ímpeto daquela compra afoita que vinha acontecendo, aí entramos nesse processo de acomodação de preço e de demanda nesse primeiro mês”.

De acordo com Junqueira, os negócios com a China continuam, mas menores. “Tinha pico de US$ 7 mil a tonelada, hoje tem US$ 4 mil a tonelada, vemos que o mercado está se acomodando”.

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Segundo o especialista, é difícil falar em oferta no momento, “porque o que conteceu nesse mês de janeiro foi uma derrotada na arroba, saindo de um boi de 240 para 190”. Junqueira afirma que ainda não se sabe se essa retomada veio pra ficar ou se é uma janela de reposição de estoque por conta de virada de mês.

Ele explica que há muita mercadoria sendo preparada para ser entregue ao frigorifico, e muitos pecuaristas estão segurando a mercadoria para não entregar por qualquer preço.

“A indústria também ficou com boa parte do prejuízo, mas o fato é que ela está tentando regular o preço de compra dela com a nova realidade do preço de exportação. A indústria recuou muito na compra e o pecuarista recuou na oferta”. Ao longo dos últimos 20 dias, de acordo com Junqueira, o estoque que era grande começou a diminuir.

“Estava todo mundo se preparando para uma demanda muito grande, o estoque ficou grande e os frigoríficos levaram quase 30 dias para ajustar. O atacado teve aumento de R$ 1 em São Paulo, e temos uma janela de oportunidade das indústrias fazendo estoque para cumprir contrato com os varejistas na virada do mês”.

Por: Aleksander Horta e Letícia Guimarães Fonte: Notícias Agrícolas

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